A Educação de Jovens e Adultos (EJA) em cena: do oficial ao real

Autores

DOI:

https://doi.org/10.37853/202115

Resumo

Educação ao longo da vida atravessa as metas 8, 9 e 10 da Lei Federal nº 13.005/2014 para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A presente incursão retoma algumas questões que envolvem a EJA, na perspectiva de cotejar a implementação de políticas que perpassam a Educação ao Longo da Vida. Tenciona difundir denúncias e possíveis anúncios que desnovelem a referida política, concorrendo para que esta deixe de figurar apenas nos discursos políticos e nos documentos oficiais para materializar-se numa práxis radical, real e includente. A investigação qualitativa foi utilizada na análise documental das fontes primárias e secundárias. A Educação ao Longo da Vida é uma realidade distante (onírica) no Brasil, pela inexistência de políticas efetivas (de fato e de direito). Nessa acepção, educação é a blindagem necessária que suscita tensões contra os processos de alienação e alijamento, rumo à emancipação e autonomia dos sujeitos.

Palavras-chave: Educação. EJA. Alienação. Emancipação.

Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos. Educação ao Longo da Vida. Alienação. Emancipação.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Abdalla, Maria de Fátima Barbosa; & Villas Bôas, Lúcia. (2018). Um olhar psicossocial para a educação. Cadernos de Pesquisa, vol. 48, n. 167, p. 14-41, jan./marc.

Arroyo, Miguel Gonzalez. (2012). O direito a tempos-espaços de um justo e digno viver. In: Moll, Jaqueline. Caminhos da Educação Integral no Brasil: direito a outros tempos espaços educativos. Porto Alegre: Penso Editora, p. 33-45.

Bailey, Kenneth Dillon. (1982). Methods of social research. 2. ed. New York: Free Press.

Ball, Stephen John. (2002). Reformar escolas, reformar professores e os terrores da performatividade. In: Revista Portuguesa de Educação, año/vol. 15, n. 02. Universidade do Minho: Braga, Portugal, p. 3-23.

Borges Fagundes, Liziane, & da Silva Thiesen, Juares. (2021). Proposta Curricular da Educação de Jovens e Adultos de Florianópolis: produção e participação docente. Pesquisa e Ensino, 2(2), 202105. https://doi.org/10.37853/202105

Brasil. (1934). Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil. Rio de Janeiro, 1934.

Brasil. (1961). Lei nº 4.024, 20 de dezembro de 1961. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, v. 134, n. 248, 20 dez.

Brasil. (1971). Lei nº 5.692, 11 de agosto de 1971. Fixa diretrizes e bases para o ensino de 1º e 2º graus. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 11 ago.

Brasil. (1996). Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Leis ordinárias. Brasília: Casa Civil da Presidência da República Federativa do Brasil/Subsecretaria para Assuntos Jurídicos.

Brasil. (2007). Constituição da República Federativa do Brasil. 40 ed. São Paulo: Saraiva.

Brasil. (2010). Resolução CNE/CEB nº 3/10, de 15 de junho de 2010. Institui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos relativos à duração dos cursos e idade mínima para ingresso nos cursos de EJA; idade mínima e certificação nos exames de EJA; e Educação de Jovens e Adultos desenvolvida por meio da Educação a Distância. Brasília: MEC.

Brasil. (2014). Lei Federal nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) e dá outras providências. Brasília, DF, 25. Jun.

Brasil. (2016). Documento Nacional Preparatório à VI Conferência Internacional de Adultos (VI CONFINTEA +6). Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Brasília: MEC.

Brasil. (2020). Parecer CNE/CP n⁰ 5, de 28 de abril de 2020. Reorganização do Calendário Escolar e da possibilidade de cômputo de atividades não presenciais para fins de cumprimento de carga horária mínima anual, em razão da pandemia da COVID-19. Aprovado de forma parcial pelo Ministério da Educação em 1º de junho de 2020. Brasília: MEC.

Brasil. (2020). Parecer CNE/CP nº 9, de 8 de junho de 2020. Reexame do Parecer CNE/CP nº 5/2020, que tratou da reorganização do Calendário Escolar e da possibilidade de cômputo de atividades não presenciais para fins de cumprimento da carga horária mínima anual, em razão da Pandemia da COVID-19. Aprovado pelo Ministério da Educação em 9 de julho de 2020. Brasília: MEC.

Buffa, Ester; Arroyo, Miguel & Nosella, Paolo. (1995). Educação e cidadania: quem educa o cidadão? 5.ed. São Paulo: Cortez.

Commission of the European Communities. (2000). A memorandum on lifelong learning. Lissabon.

Cunha, Conceição Maria da. (1999). Introdução – discutindo conceitos básicos. In: SEEDMEC Salto para o futuro – Educação de jovens e adultos. Brasília.

Foucault, Michel. (2001). Outros espaços. In: Ditos & escritos. Trad. de Inês Autran Dourado Barbosa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, v. 3.

Foucault, Michel. (1997). Resumo dos cursos do Collège de France (1970-1982). Trad. de Andrea Daher. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.

Foucault, Michel. (1996). A ordem do discurso. Trad. de Laura Fraga de Almeida Sampaio. São Paulo: Edições Loyola.

Foucault, Michel. (1994). Des espaces autres (1967). In: Dits et Écrits. Paris: Gallimard.

Foucault, Michel. (1992). A vida dos homens infames. In: O que é um autor? Trad. de Antonio Fernando Cascais e Eduardo Cordeiro. Lisboa: Vega.

Foucault, Michel. (1991). Eu, Pierre Rivière, que degolei minha mãe, minha irmã e meu irmão. Trad. de Denize Lezan de Almeida. Rio de Janeiro: Graal.

Foucault, Michel. (1990). História da sexualidade I: a vontade de saber. Trad. de Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A. Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro: Graal.

Foucault, Michel. (1989a). Microfísica do poder. Trad. e org. de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal.

Foucault, Michel. (1989b). Vigiar e punir: História da violência nas prisões. Trad. de Ligia Pondé Vassallo. Petrópolis: Vozes.

Foucault, Michel. (1986). História e descontinuidade. In. SILVA, Maria Beatriz Nizza da (Org.). Teoria da história. São Paulo: Cultrix.

Freire, Paulo. (1981). Ideologia e educação: reflexão sobre a não neutralidade da educação. In: Gadotti, Moacir. A educação contra a educação: o esquecimento da educação através da educação permanente. Rio de Janeiro: Paz e Terra, pp. 15-19.

Freire, Paulo. (2000). Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP.

Freire, Paulo. (2018). Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Gadotti, Moacir. (1979). A educação contra a Educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Galeano, Eduardo. (1994). As palavras andantes‎. 4.ed. Trad. Eric Nepomuceno. Porto Alegre: L&PM.

Galeano, Eduardo. (2015). O livro dos abraços. Tradução Eric Nepomuceno. Porto Alegre: L&PM.

Godoy, Arilda Schmidt. (1995). Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. RAE - Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 35, n. 2, p. 57-63.

Lima, Joelma Silveira Goularte de. (2016). Percepções de professores do fundamental II sobre sua formação e atuação. Dissertação (Mestrado em Educação): UNISANTOS.

Mclaren, Peter. (1997). A vida nas escolas: uma introdução à pedagogia crítica nos fundamentos da educação. 2.ed. Porto Alegre: Artes Médicas.

Padilha, Paulo Roberto. (2007). Educar em todos os cantos: reflexões e canções por uma Educação intertranscultural. São Paulo: Instituto Paulo Freire/Cortez.

Saviani, Dermeval. (1996). Educação: do senso comum à consciência filosófica. 12.ed. Campinas: Autores Associados.

Saviani, Dermeval. (2003). Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 8ª ed. Campinas, SP: Autores Associados.

Silva Júnior, Celestino Alves da. (1993). A Escola Pública como local de trabalho. 2.ed. São Paulo: Cortez.

Arquivos adicionais

Publicado

2021-03-04

Como Citar

Machado, E., & Freitas Silva, S. R. T. de. (2021). A Educação de Jovens e Adultos (EJA) em cena: do oficial ao real. Pesquisa E Ensino, 2(2), 202115. https://doi.org/10.37853/202115

Edição

Seção

Dossiê: Abordagens Transformadoras na Educação Jovens e Adultos