Identidades e deslocamentos:

as lutas por reconhecimento

Autores

Palavras-chave:

identidades; deslocamentos; reconhecimento; gênero; sexualidade.

Resumo

O presente escrito problematiza as identidades de gênero e sexuais a partir de seus múltiplos deslocamentos, tendo como referência as constantes lutas por reconhecimento nos modelos de sociedades em que a heteronormatividade é hegemônica. A abordagem metodológica empregada no estudo é de análise bibliográfica, sustentada por autores e autores que explanam conceitos como identidades (BAUMAN, 2005; HALL, 2015), identidades sexuais (FOUCAULT, 2004; RUBIN, 2017)  identidade de gênero (JANUÁRIO, 2016; LOURO, 2018), rompimento da epistemologia binária  (BUTLER, 2017; PRECIADO, 2017; SALIH, 2017; DIAS, 2015). A pesquisa se propõe levantar discussões e reflexões, sobretudo com foco no campo identitário, palco de conflitos, tensões e normatizações, procurando desvelar os possíveis espaços de resistência abertos nas disputas nas intricadas relações de poder.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Renato Duro Dias, Universidade Federal do Rio Grande - FURG

Pró-Reitor de Graduação da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) vinculado a esta universidade como Professor da Faculdade de Direito, da Especialização em Educação em Direitos Humanos e do Programa de Pós-Graduação em Direito - Mestrado em Direito e Justiça Social. É Doutor em Educação com período de doutoramento sanduíche na Universidade de Lisboa, Portugal. Membro do Banco de Avaliadores do INEP/MEC. Professor Visitante no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. Codiretor da Revista Pedagogía Universitária y Didáctica del Derecho, Facultad de Derecho, Universidad de Chile. É Vice-líder do Laboratório Imagens da Justiça - Grupo de Pesquisa do CNPq. 

Lucas Lopes Grischke, FURG

Graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG e pós-graduação (MBA) em Administração Pública e Gerência de Cidades pelo Centro Universitário Internacional UNINTER . Mestre em Direito e Justiça Social pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG sob orientação do Prof. Dr. Renato Duro Dias. Assistente em administração e Membro do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) e Núcleo de Gênero e Diversidade (NUGED) da Reitoria do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul) 

Referências

ANDRÊO, C. et al. Homofobia na construção das masculinidades hegemônicas: queerizando as hierarquias entre gêneros. Estudos e pesquisas em psicologia, Rio de Janeiro, v. 16, n. 01, p. 46-67, 2016. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo. Acesso em: 31 jul. 2019.

BAUMAN, Zygmunt. Identidade: entrevista a Benedetto Vecchi. Trad.Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2005.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. Tradução Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

BENTO, Berenice. A reinvenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.

BENTO, Berenice Na escola se aprende que a diferença faz a diferença. Estudos Feministas, vol.19 no. 2 Florianópolis May/Aug. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=. Acesso em: 19 maio 2020.

BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. Trad. Maria Helena Lühner. 6.ed. Rio de Janeiro: BestBolso, 2018.

BRAH, Avtar. Diferença, diversidade, diferenciação. Cadernos Pagu, Campinas ,n. 26, p. 329-376,2006. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=. Acesso em: 01 ago.2019.

BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas: notas para uma teoria performativa de assembléia. Trad. Fernanda Siqueira Miguens. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.

BUTLER, Judith. Fundamentos Contingentes: o feminismo e a questão do “pós-modernismo”. Cadernos Pagu, n. 11, p. 11-42, 1 jan. 2013. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8634457. Acesso em: 31. jul. 2019.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Trad. Renato Aguiar. 14. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017.

CARREIRA, Denise. Igualdade e diferenças nas políticas educacionais: a agenda das diversidades nos governos Lula e Dilma. 2015. 508f. Tese de Doutorado (Doutorado em Educação). Universidade de São Paulo USP, São Paulo, 2015. [Orientadora Professora Doutora Roseli Fischmann]. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis Acesso em: 31 jul. 2019.

CASSAL, Luan Carpes Barros; GARCIA, Aline Monteiro; BICALHO, Pedro Paulo Gastalho. Psicologia e o dispositivo da sexualidade: biopolítica, identidades e processo de criminalização.Psico (PUCRS), v.42, n. 4, p 465-473, 2011. Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs. . Acesso em: 31 jul. 2019.

CONNELL, Robert W. Políticas da Masculinidade. Educação & Realidade, Porto Alegre, v.20, n.2, p. 185-206, jul./dez.1995. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/educacaoereal1. Acesso em: 31 jul. 2019.

DIAS, Renato Duro. Interdição de gênero: a lei que silencia o corpo. In: CONPEDI/UFMG/FUMEC/ Dom Helder Câmara. (Org.). Direito, arte e literatura. 1.ed.Florianópolis: CONPEDI, 2015, v. 1, p. 467-484.

DIAS, Renato Duro; ALVES, R. H. A. A Imagem do Corpo Masculino Erotizado Como Potência Reflexiva no Campo Religioso. In: XXVII Simpósio Nacional de História, 2013, Natal. Anais do XXVII Simpósio Nacional de História. São Paulo: ANPUH-SP, 2013. v. 1. p. 101-120. Disponível em: http://repositorio.furg.br/handle/1/5476. Acesso em: 04. ago. 2019.

FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade 1: A vontade de saber. Trad. Maria Thereza da Costa Alburquerque e J.A. Guilhon Albuquerque. 5.ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2017.

FOUCAULT, Michel. Michel Foucault, uma entrevista: sexo, poder e a política da identidade. Entrevista com B. Gallagher e A. Wilson. Verve, 5, p. 260-277, 2004. (Trabalho original publicado em 1984). Disponível em: em: //revistas.pucsp.br/index.php/verve/. Acesso em: 04 ago. 2019.

GARCÍA, David Córdoba. Teoría queer: reflexiones sobre sexo, sexualidad e identidad. Hacia una politización de la sexualidad. Madrid: Egales, 2005.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. 12. ed. Rio de Janeiro: Lamparina,2015.

JANUÁRIO, Soraya Barreto. Masculinidades em (Re)Construção: Gênero, Corpo e Publicidade. 2016. Disponível em: https://labcom-ifp.ubi.pt/livro/263. Acesso em: 31 jul. 2019.

JESUS, Jaqueline Gomes de. Orientações sobre identidade de gênero: conceitos e termos. Goiânia: Ser-Tão/UFG, 2012. Disponível em: http://www.diversidadesexual.com.br/wp-content/uploads/2013/04/G%C3%8ANERO-CONCEITOS-E-TERMOS.pdf. Acesso em: 31 jul. 2019.

LIMA, Maria Lúcia Chaves. O uso do nome social como estratégia de inclusão escolar de transexuais e travestis. 2013. 185 f. Tese de Doutorado (Doutorado em Psicologia Social). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC-SP, São Paulo, 2015. [Orientadora Professora Doutora Mary Jane Paris Spink]. Disponível em: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/16998. Acesso em: 01 ago. 2019.

LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2018.

MISKOLCI, Richard. Não ao sexo rei: da estética da existência foucaultiana à política queer In: SOUZA, Luiz Antônio Francisco de; SABATINE, Thiago Teixeira; MAGALHÃES, Boris Ribeiro de (Orgs.).Michel Foucault: sexualidade, corpo e direito. Marília, SP: Cultura Acadêmica Editora, 2011. v. 1. p. 47-68. Disponível em: https://www.marilia.unesp.brpdf. Acesso em: 01 ago. 2019.

MISKOLCI, Richard. Pânicos morais e controle social: reflexões sobre o casamento gay. Cadernos Pagu, Campinas , n. 28, p. 101-128, 2007 . Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_en&nrm=iso. Acesso em: 27 ago. 2019.

NICHOLSON, Linda. Interpretando o gênero. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 8, n. 2, p. 9, jan. 2000. ISSN 1806-9584. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php. Acesso em: 31 jul. 2019.

PRECIADO, Paul B. Manifesto Contrassexual. Trad. Maria Paula Gurgel Ribeiro. 1.ed. São Paulo: n-1 edições, 2017.

PRINS, Baukje; MEIJER, Irene Costera . Como os corpos se tornam matéria: entrevista com Judith Butler. Estudos Feministas, Florianópolis , v. 10, n. 1, p. 155-167, Jan. 2002. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?scriptiso. Acesso em: 6 ago. 2019.

RIOS, Roger Raupp. Direitos sexuais: orientação sexual e identidade degênero no direito brasileiro. In: BORRILLO, Daniel; SEFFNER, Fernando, RIOS, Roger Raup. Direitos sexuais e direito de família em perspectiva queer. Porto Alegre: Ed. da UFCSPA, 2018. Disponível em: https://www.ufcspa.edu.br/editora/download.php?cod=004&tipo=pdf Acesso em 10 ago. 2019.

RUBIN, Gayle. Políticas do sexo. Trad. Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Ubu Editora, 2017.

SALIH, Sara. Judith Butler e a Teoria Queer. Trad. Guacira Lopes Louro. 1.ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2017.

WELZER-LANG, Daniel. A construção do masculino: dominação das mulheres e homofobia. Estudos Feministas. Florianópolis, v. 9, n. 2, p.460-482,2001.Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2rm=iso. Acesso em: 31 jul.2019.

Downloads

Publicado

2020-05-28

Como Citar

Dias, R. D., & Grischke, L. L. (2020). Identidades e deslocamentos:: as lutas por reconhecimento. Sul-Sul - Revista De Ciências Humanas E Sociais, 1(01), 148–165. Recuperado de https://revistas.ufob.edu.br/index.php/revistasul-sul/article/view/664

Edição

Seção

Vol. 01 N. 01 - Sociedade crítica: pensamento e transformação do presente