Ecos de resistência nas tramas do artesanato militante

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53282/sulsul.v1i01.659

Palavras-chave:

Ações afirmativas

Resumo

 O presente texto tem como objetivo apresentar uma pesquisa dentro do tema maior: “Educação popular, mulheres e pedagogias periféricas”. Neste estudo, analisaremos a criação e o desenvolvimento do grupo de Mulheres Negras de São Lourenço do Sul (MENE), que busca conhecer os processos artesanais de criação, a arte de ensinar e aprender o trabalho do artesanato, bem como potencializar a geração de emprego e renda. Na caminhada desse grupo, vamos nos deparar com a vida de estudantes negras que criaram um grupo de artesanato militante para resistir e sobreviver. Para isso, apresentamos uma breve contextualização sobre escravidão e a luta travada pelos movimentos sociais para a obtenção das conquistas de direitos básicos, como a possibilidade de estar na universidade pública. Em última análise podemos perceber, a partir do presente que, as mulheres que são objeto deste estudo, nos ensinam muito sobre a vida-liberdade.

 

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Biografia do Autor

Amanda Motta Castro, Universidade Federal do Rio Grande

Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul/FURG e docente do Departamento de Educação da mesma instituição. Doutora pelo programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos/UNISINOS; foi bolsista CAPES durante (2009-2015) e realizou estágio de doutoramento na Universidad Autónoma Metropolitana del México - UAM, no departamento de Antropologia. Trabalha com os seguintes temas de pesquisa: Feminismo, Educação Popular, Arte Popular e desigualdades sociais. Contato: motta.amanda@gmail.com

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Publicado

2020-05-28

Como Citar

Castro, A. M. (2020). Ecos de resistência nas tramas do artesanato militante. Sul-Sul - Revista De Ciências Humanas E Sociais, 1(01), 186–203. https://doi.org/10.53282/sulsul.v1i01.659

Edição

Seção

Vol. 01 N. 01 - Sociedade crítica: pensamento e transformação do presente